Fraudes na Black Friday: como comprar com segurança

Compras online na Black Friday com cuidados para evitar fraudes e golpes.

As fraudes na Black Friday entram no radar de consumidores e lojistas com a proximidade do período de promoções. Dados de outubro do Radar do E-commerce D2C, da Nuvemshop, mostram que pedidos acima de R$ 300 responderam por 25,9% das compras analisadas e concentraram 57,1% dos cancelamentos por suspeita de fraude. O recorte, porém, não representa exclusivamente as transações da Black Friday.

Além disso, os números indicam que o valor do pedido, isoladamente, não determina a ocorrência de fraude. Na faixa acima de R$ 1 mil, por exemplo, 99,751% dos pedidos seguiram sem cancelamento por suspeita de fraude no período. Portanto, a recomendação é observar o contexto de cada compra, em vez de evitar automaticamente transações de maior valor.

O levantamento registrou taxas diferentes de cancelamento por suspeita de fraude conforme o valor dos pedidos. Em compras de até R$ 100, o índice foi de 0,035%. Já na faixa entre R$ 100 e R$ 300, ficou em 0,030%. Por sua vez, os pedidos entre R$ 300 e R$ 1 mil tiveram taxa de 0,098%. Acima de R$ 1 mil, o percentual chegou a 0,249%.

Como consumidores podem se proteger

Para reduzir o risco de golpes, a Nuvemshop recomenda que os consumidores acessem lojas por canais oficiais e confiram o endereço do site antes de informar dados pessoais. Além disso, é importante desconfiar de links inesperados e de ofertas com descontos excessivos e condições pouco realistas.

No pagamento via Pix, o consumidor deve conferir o nome do destinatário antes de concluir a transferência. Já nas compras com cartão, o uso de um cartão virtual e a ativação de notificações ajudam a acompanhar as movimentações. Dessa forma, é possível identificar mais rapidamente uma transação não reconhecida.

Esses cuidados também fazem parte da prevenção de fraudes na Black Friday, período em que consumidores precisam redobrar a atenção ao realizar compras pela internet.

Cuidados para lojistas

Do lado das empresas, a orientação é manter os mecanismos de prevenção ativos e analisar pedidos que apresentem sinais concretos de inconsistência. Entre eles estão divergências cadastrais e tentativas repetidas em um curto intervalo.

No entanto, a avaliação deve considerar as características de cada transação. Isso porque valor elevado ou meio de pagamento, por si só, não comprovam fraude. A análise contextualizada ajuda a proteger o negócio sem criar obstáculos desnecessários para consumidores legítimos.

“Os dados do Radar D2C ajudam os lojistas a entender onde a análise de risco pode exigir mais atenção. A prevenção precisa ser proporcional e considerar o contexto de cada transação, protegendo lojistas e consumidores sem dificultar a experiência de quem compra de boa-fé”, afirma Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop.

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