Os ataques cibernéticos no Brasil cresceram 45% em julho de 2026, em comparação com o mesmo mês de 2025, segundo levantamento da Check Point Research. Além disso, cada organização brasileira registrou, em média, 4.151 ataques por semana. O índice supera a alta de 16% observada na média global.
O avanço das ameaças digitais também aparece nos dados da Serasa Experian. Entre janeiro e junho de 2026, foram identificadas 50,7 milhões de mensagens relacionadas a tentativas de fraude. Além disso, anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos somaram 20.840 registros, alta de 27,2%. Já os sites fraudulentos cresceram 107,1% no período.
Invasões ampliam riscos para empresas
Diante desse cenário, as empresas precisam reforçar a segurança de seus sistemas e dados. O aumento dos ataques cibernéticos amplia os riscos de vazamento de informações, interrupção de serviços e prejuízos financeiros.
Segundo Bruno Caldas, Head de Cibersegurança da Skyone, os criminosos nem sempre precisam explorar falhas técnicas complexas para invadir sistemas. Muitas vezes, eles se aproveitam do comportamento das próprias vítimas.
“O criminoso não precisa necessariamente encontrar uma grande vulnerabilidade técnica para conseguir acessar um sistema. Muitas vezes, ele começa a explorar a confiança, a pressa ou a desatenção. Por isso, conscientização e tecnologia precisam caminhar juntas: enquanto os controles de segurança ajudam a detectar e bloquear comportamentos suspeitos, as pessoas precisam saber reconhecer situações que fogem do padrão e interromper uma ação antes que ela se transforme em um incidente”, afirma Caldas.
Além disso, a prevenção deve fazer parte da estratégia das organizações. É importante estabelecer políticas de segurança, controlar o acesso a informações sensíveis e manter os sistemas atualizados.
Como reduzir os riscos de ataques cibernéticos
Outro ponto de atenção são as ações aparentemente simples que podem abrir caminho para fraudes e invasões. De acordo com Caldas, o comportamento dos usuários pode ser decisivo para a segurança dos sistemas.
“Em muitos casos, o ataque começa com uma ação aparentemente simples, como clicar em um link, abrir um arquivo ou fornecer uma informação a alguém que se apresenta como uma fonte legítima”, explica o executivo.
Por isso, a capacitação dos funcionários é fundamental. As equipes precisam aprender a identificar mensagens suspeitas, conferir a autenticidade de remetentes e sites e evitar o compartilhamento de informações confidenciais.
Além da conscientização, as empresas devem adotar medidas técnicas para reduzir vulnerabilidades. Entre elas estão a atualização frequente dos sistemas, o uso de autenticação multifator, a realização de cópias de segurança e o monitoramento de atividades suspeitas.
Da mesma forma, é necessário estabelecer procedimentos para identificar e comunicar incidentes. Assim, as equipes conseguem agir com mais rapidez diante de tentativas de invasão ou fraude.
Para fortalecer essa proteção, a estratégia de segurança deve combinar tecnologia, monitoramento e processos bem definidos. Dessa maneira, as organizações podem reduzir a exposição a ameaças digitais e melhorar sua capacidade de resposta a possíveis incidentes.



