Móveis e eletrodomésticos caem 0,9% em setembro

Móveis e eletrodomésticos em exposição em uma loja de varejo, com sofá, geladeira, máquina de lavar e fogão.

O setor de móveis e eletrodomésticos registrou queda de 0,9% no volume de vendas em setembro, na comparação com agosto. Além disso, em relação ao mesmo mês de 2025, a retração foi de 0,5%, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), levantamento mensal que acompanha o desempenho do comércio brasileiro.

O resultado do segmento reflete um cenário de desempenhos distintos entre as atividades do varejo. Nesse contexto, apenas três dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento na comparação mensal. Por outro lado, os outros cinco registraram queda.

A maior alta foi observada em livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 1,3%. Em seguida, apareceram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 0,6%. Já artigos farmacêuticos avançaram 0,5%.

Entre os segmentos que recuaram, outros artigos de uso pessoal e doméstico apresentou a maior queda, de 1%. Além disso, combustíveis e lubrificantes e material de construção registraram retração de 0,4% cada. Por sua vez, tecidos, vestuário e calçados tiveram baixa de 0,2%.

Varejo apresenta resultados diferentes na comparação anual

Na comparação com setembro do ano passado, cinco dos oito segmentos pesquisados registraram crescimento. Nesse cenário, o destaque foi o setor de combustíveis e lubrificantes, com alta de 13,4%.

Logo depois, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram avanço de 11,9%. Além disso, artigos farmacêuticos cresceram 4,8%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 3,6%. Já outros artigos de uso pessoal e doméstico tiveram alta de 1,4%.

Em contrapartida, tecidos, vestuário e calçados registraram a maior retração anual entre os segmentos mencionados, com queda de 4,4%. Da mesma forma, material de construção apresentou resultado negativo, embora menos expressivo, de 0,4%.

Balanço do terceiro trimestre

Na comparação entre o terceiro e o segundo trimestre de 2026, cinco dos oito segmentos analisados registraram crescimento. Nesse período, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo lideraram, com alta de 4,3%.

Na sequência, combustíveis e lubrificantes avançaram 2,8%, enquanto artigos farmacêuticos cresceram 2,3%. Além disso, material de construção registrou alta de 0,8%. Por fim, outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 0,3%.

Já na comparação entre o terceiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, sete dos oito segmentos apresentaram crescimento. Mais uma vez, combustíveis e lubrificantes lideraram, com alta de 14,1%.

Em seguida, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 10,4%. Por sua vez, artigos farmacêuticos cresceram 5,6%, enquanto livros, jornais, revistas e papelaria tiveram alta de 4,2%.

Além desses segmentos, material de construção também apresentou resultado positivo, com crescimento de 3,9%. Da mesma forma, outros artigos de uso pessoal e doméstico avançaram 2,9%.

Nesse contexto, o setor de móveis e eletrodomésticos registrou alta de 1,1% na comparação entre os terceiros trimestres de 2026 e 2025, apesar das quedas observadas em setembro nas comparações mensal e anual. Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados foi o único segmento a apresentar retração no trimestre, com queda de 3,5%.

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